Dúvidas mais Freqüentes
Com o intuito de auxiliar os casais com problemas de fertilidade, a Rede Latino-americana de Reprodução Assistida (REDE) esclarece as dúvidas que se apresentam com mais freqüência: 
     

 

Qual a frequência da infertilidade?
"Apesar de não haver dados exatos quanto à sua incidência, as quais variam de acordo com a região geográfica; aproximadamente 8% dos casais têm algum problema de infertilidade durante sua vida fértil". (Organização Mundial da Saúde). [voltar]

 

 

 

 

 

Quando pode-se considerar um casal infértil?
"A infertilidade se define como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção"( Organização Mundial da Saúde) [voltar]

 

 

 

 

 

Quais são as causas mais freqüentes de infertilidade?
As causas são várias e dependem de cada população. Mas, em geral, podemos afirmar que 40% das causas são de origem feminina, 40% de origem masculina, 10% é atribuído a ambos e aproximadamente 10% sem causa aparente.

 

Fonte de dados: Registro Latino-americano de Reprodução Assistida 1998. [voltar]

 

 

 

 

 

Qual e como é o estudo básico da infertilidade?
Existe uma infinidade de exames de diagnóstico , mas o estudo básico da infertilidade está fudamentado naqueles que têm uma correlação estabelecida com o prognóstico da gravidez, ou seja:
• A análise do sêmen (espermograma) no homem.
• As provas de permeabilidade das trompas (histerossalpingografia e/ou laparoscopia) na mulher.
• Estudos para detectar a ovulação na mulher. [voltar]

 

 

 

 

 

É importante o tempo de infertilidade?
Sim. As probabilidades de obter uma gravidez reduzem de maneira expressiva se o tempo da infertilidade é superior a 3 anos. Em conseqüência, uma avaliação médica especializada deve ser realizada o mais rápido possível, para obter o benefício dos tratamentos atuais. [voltar]

 

 

 

 

 

É importante a idade do casal, tanto no homem como na mulher?
Na mulher existe uma diminuição lenta e progressiva das possibilidades de gravidez, especialmente depois dos 35 anos; esta situação é ainda mais importante naquelas que não apresentam gravidez anterior.

Não existem dados que comprovam uma relação direta entre a idade e a capacidade de fecundação no homem, mas, após os 50 anos, apresentam-se com mais freqüência algumas doenças que podem comprometer a reprodução (exemplo: a diabetes). [voltar]

 

 

 

 

 

Como é o processo reprodutivo no ser humano?
Em geral, a mulher em idade reprodutiva produz mensalmente um só óvulo. Quando a ovulação se produz, o óvulo é capturado pela trompa de Falópio. O homem na etapa reprodutiva, produz constantemente no testículo milhões de espermatozóides que, logo após um processo de maturação de uns 70 a 120 dias, ficam armazenados no epidídimo esperando a próxima ejaculação.

Se durante a época da ovulação o casal tem relações sexuais, depositam-se na vagina milhões de espermatozóides. Estes espermatozóides procuram o óvulo: primeiro passando pelo útero e logo chegam à trompa onde está o óvulo que vai ser fecundado ou fertilizado. Se ocorre a fertilização, iniciam-se as primeiras divisões celulares, uns dias depois este embrião chega ao útero onde vai implantar-se.

Quando o óvulo não é fecundado, ocorre a menstruação aproximadamente 14 dias após a ovulação. Os médicos a denominam ciclo menstrual, que é o período compreendido entre uma menstruação e a seguinte. Durante este período, um casal em condições normais, tem aproximadamente 20% de possibilidades de gravidez. [voltar]

 

 

 

 

 

O que é a fertilização In Vitro (FIV) e qual é sua eficácia?
A fertilização In vitro (FIV) repete o processo natural e melhora as condições fisiológicas do casal, cumprindo os seguintes passos:
  
1. Indução da ovulação
Quando um casal se submete a tratamentos com Técnicas de Reprodução Assistida (seja esta In Vitro, ICSI, etc.) deve-se estimular o ovário com remédios, em doses variáveis para que produza mais de um folículo em cada ciclo (folículo é o lugar onde está o óvulo antes da ovulação).

2. Seguimento da indução da ovulação
Durante a administração da medicação, realiza-se uma monitorização ultra-sonográfica para verificação dos ovários quanto ao número e tamanho dos folículos. Além disso, realiza-se a dosagem dos níveis hormonais dos estrogênios que permitem definir o momento mais propício para realizar a aspiração dos folículos, visando uma maior quantidade possível de óvulos maduros.

3. Aspiração dos óvulos
Quando os folículos crescem um pouco e têm um tamanho adequado (aproximadamente entre 18 mm e 20 mm), efetua-se a aspiração de cada um deles. Para realizar este procedimento, a mulher recebe anestesia. Em seguida, com o auxílio do ultrassom, realiza-se a punção na parte superior da vagina, chegando a cada ovário, aspirando o líquido folicular, onde encontram-se os óvulos.

4. Amostra de sêmen
O homem colhe uma amostra de sêmen que será preparada no laboratório para ser utilizada durante o procedimento.

5. Fertilização In Vitro
Após algumas horas da obtenção dos óvulos e do preparo dos espermatozóides, realiza-se a fertilização em laboratório. Na fertilização in vitro, colocam-se os óvulos e os espermatozóides juntos em um meio de cultura, onde se espera que os espermatozóides fecundem os óvulos.

6. Desenvolvimento
Uma vez inseminados, os óvulos ficam incubados durante toda a noite. No dia seguinte, se constata se houve a fertilização. Os óvulos fertilizados continuam no meio de cultura para que prossiga seu desenvolvimento durante dois ou três dias. Neste período, já se atingiu o estado de embrião.

7. Transferência de embriões
De acordo com o desenvolvimento dos embriões, define-se com o médico o número de embriões que será transferido à mulher. Existem diferentes critérios nesta etapa: idade, causa da infertilidade, qualidade do embrião, etc. Mas, em geral, recomenda-se transferir até três embriões, diminuindo assim o risco de gravidez múltipla. A transferência é um procedimento muito simples, que não requer anestesia na paciente. Utiliza-se um catéter que passa através da entrada do colo uterino até a cavidade endometrial (lugar onde implantam-se os embriões) da mulher, onde eles são cuidadosamente depositados.

8. Implantação
É um conjunto de etapas pelas quais o embrião se adere e se implanta no endométrio. Após realizada a transferência dos embriões para o útero da mulher, eles terão que cumprir estas etapas para conseguir a gravidez.

 

9. Fase lútea
Em um ciclo natural, uma vez acontecida a ovulação, inicía-se a produção de um hormônio chamado progesterona que é muito importante para que a implantação ocorra. Geralmente quando se realiza uma aspiração folicular, a produção de progesterona é insuficiente, razão pela qual é necessário administrar progesterona intramuscular, oral ou vaginal após a aspiração. O período de administração de progesterona varia, de acordo com cada caso, podendo ser administrada até a 12ª semana da gestação.

 

10. Teste de gravidez
O teste de gravidez realiza-se entre o dia 12 e 14 após a transferência dos embriões. Medem-se os níveis sanguíneos de um hormônio que se produz no tecido que vai formar a placenta, que se chama hCG (hormônio gonadotrofina coriônica).

Na América Latina existe uma taxa global de gravidez de 27.8% por ciclo de tratamento de Fertilização In Vitro (FIV), de acordo com o Registro Latino-americano de 1998. [voltar]

 

 

 

 

 


O que é ICSI e qual sua eficácia?
A Injeção Intracitoplasmática dos Espermatozóides ou ICSI, de acordo com suas abreviaturas em inglês, é um tratamento proposto para os homens com os seguintes diagnósticos:
  
• contagem de espermatozóides muito baixa,
• ausência de espermatozóides no ejaculado,
• espermatozóides imóveis ou móveis sem progressão,
• porcentagem baixa de espermatozóides com morfologia normal.
  
  No entanto, na atualidade, alguns centros aplicam o ICSI para todos os casos. O ICSI é uma Técnica da Reprodução Assistida que se diferencia da Fertilização In Vitro (FIV) na maneira de efetuar a inseminação. Enquanto em FIV colocam-se os óvulos e os espermatozóides em um meio de cultura para que ocorra a fertilização; em ICSI capta-se cada óvulo maduro e um espermatozóide é cuidadosamente injetado no seu citoplasma para que assim se realize a fertilização. Microscópio e instrumentos que têm movimentos milimétricos são utizados para a realização deste procedimento.

Os outros passos do procedimento ICSI são idênticos aos realizados para o FIV, e que já descrevemos anteriormente em detalhes.

Na América Latina, existe uma taxa global de gravidez de 29% por ciclo de tratamento com ICSI, de acordo com o Registro Latino-americano de 1998. [voltar]

 

 

 

 

 

Estes tratamentos aumentam a probabilidade de aborto ou de crianças nascidas com problemas?
Não. A porcentagem de crianças com mal-formações na população geral é de 2 a 5%. Entre 1996 e 1998, o Registro Latino-americano de Reprodução Assistida publicou uma taxa de 1.1% para todas as técnicas realizadas. [voltar]

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20/9/2017 | 00:44:45

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